sábado, 2 de novembro de 2013

O lugar do inspetor de aluno numa educação para a paz

        



      Para localizarmos o inspetor de aluno na escola e entendermos sua função também educativa, precisamos antes pensar no papel da educação escolar como um todo. Pensar o papel da escola pública nos dias atuais é pensar a educação popular em sua essência e seu objetivo maior. Trata-se de uma educação apontada para a transformação da atual sociedade, comprometida com a emancipação social de uma maioria marginalizada.

    Educador engajado com a educação transformadora, Paulo Freire propõe uma Pedagogia da Autonomia na medida em que sua proposta está "fundada na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando" (FREIRE, 2000a, p. 11).
A autonomia deve ser conquistada, construída a partir das decisões, das vivências, da própria liberdade. Ou seja, embora a autonomia seja um atributo humano essencial, na medida em que está vinculada à ideia de dignidade, precisamos reconhecer que ninguém é espontaneamente autônomo. Autonomia é uma conquista que deve ser realizada. Sem autonomia não há cidadãos, estes que são agentes da transformação social. 
      A educação escolar deve proporcionar contextos formativos que sejam adequados para que os educandos possam se fazer autônomos. Isto quer dizer que não basta educar para a autonomia e cidadania, mas em exercício destas condições.
    Estar comprometido como uma educação transformadora é além de tudo estar comprometido com a implantação de uma cultura de paz. Isto significa trabalhar, em todo âmbito educacional, por uma "ecologia social", de paz com o outro; por uma "ecologia ambiental", de paz com a natureza e por uma "ecologia pessoal", de paz consigo mesmo. Numa educação voltada à construção de um mundo melhor, mais humano, os conteúdos disciplinares são alcançados por este conteúdo que é transdisciplinar. Assim, o que parece clichê, “educar para a construção da cidadania, para um mundo de paz", sintetiza a função da educação.
       Ao desenvolver sua proposta de uma educação para paz, pela qual foi premiado pela UNESCO em 2002, Pierre Weil apresenta como um dos pilares desta ação educacional, o valor da “hospitalidade”, no sentido de receber, acolher o diferente. Somos todos diferentes. Nossas histórias, nossas qualidades, nossos defeitos... A escola bem representa este lugar de diferentes que é nossa sociedade. Sendo assim, não se classifica como espaço privilegiado para a construção de uma cultura de paz? Poderia estar o inspetor de alunos de fora desta pedagógica e sublime ação?
      O currículo não se limita à sala de aula. Numa abordagem holística de educação, o conteúdo escolar, em sua essência, é o aluno; é o professor; somos todos nós! Ainda que em etapas diferentes, estamos todos em formação. Não há ninguém pronto. A educação é permanente, pois não há um lugar específico para ser alcançado, há um caminho, que é constante.
“Onde quer que haja mulheres e homens,
há sempre o que fazer,
há sempre o que ensinar,
há sempre o que aprender”.
(Paulo Freire)

       A escola deve ser o lugar do exercício da paz, da prática da ética, própria do ser do ser que é livre, que é autônomo, que é cidadão. O conteúdo “cidadania” não está restrito à sala de aula, aos saberes da sociologia, filosofia e etc. O currículo escolar salta aos livros didáticos. O modo como o aluno é visto, tratado, considerado... é componente curricular. Sendo o inspetor de aluno presença marcante no cotidiano do educando, é ele também seu educador! Neste sentido, seu papel não é o do que fiscaliza, mas orienta, acompanha...
      O lugar do inspetor de aluno é o lugar daquele que ensina. Ensina com seu tom de voz, sua postura corporal, seu olhar expressivo, sua palavra, sua presença. Ensina o que significa ser adulto, ser livre, ser ético. Ensina o diálogo, a justiça, a coerência, a tolerância, o humor, a amizade... Aliás, vale dizer que, ainda que a escola falhasse em todos os seus intentos, mas conseguisse ensinar a amizade, grande seria o seu feito.
     Eis um grande desafio, o encontro educativo com este aluno no cotidiano de nossas escolas estaduais. Cotidiano de alunos jovens cursando o ensino médio e que vêm representando o que temos como fruto de uma educação, dentro e fora da escola, marcada pela ineficiência, quando se trata de formar o homem integral, agente da paz, apto a construir sua história nesta sociedade, de maneira a transformá-la a partir de sua própria transformação. Muitos nasceram de pais não adultos, portanto, ainda incapazes de educar sem maiores prejuízos. Todos, (sem excessão!), vítimas de um ensino escolar enxovalhado pelo professor mal formado e desvalorizado. E, contra isso, não há política educacional, ou “sistema inovador de ensino” que dê jeito.
     A boa pedagogia é a pedagogia do encontro. De um educador autônomo, livre, criativo com um educando protegido de ser abandonado nas listagens estatísticas, mas considerado vivo, portanto dotado de uma presença significante e merecedora de um trabalho humanizado, embasado no afeto que se traduz na competência profissional, no compromisso político e na missão maior de contribuir à formação de seres humanos. E, partindo do sentido etimológico do termo “educar” (do latim “educere”) que é “caminhar junto”, sigamos nosso caminho lado a lado. Professor, aluno, inspetor, diretor, coordenador, porteiro, cozinheiro... afinal,

"Ninguém educa ninguém,
ninguém educa a si mesmo,
os homens se educam entre si,
mediatizados pelo mundo."
(Paulo Freire)



Susi Emerich

(Texto produzido a partir de palestra  
para evento da Coordenadoria Serrana I – SEEDUC - RJ:
“Acolhimento dos Inspetores de alunos”aprovados no concurso 2013)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

15 de outubro: o que não dá pra não dizer


     
           Uma data honrosa, mas que hoje me desperta sentimentos nada confortáveis. Não dá para romantizar este fazer, que é profissional e com grande relevância social, encarando-o como um sacerdócio, no sentido mais pobre que esta palavra possa ter, próprio daquele que trabalha sem receber dinheiro em troca. Sem medo de afirmar, no entanto, considero sim o magistério uma missão, no sentido da grandeza de quem promove o encontro do educando com a possibilidade de construção de conhecimento, que é libertador. Aliás, vale dizer que qualquer função profissional, quando carregada de humanidade (agora destacando o sentido mais completo do vocábulo, próprio do que é essencialmente divino) se faz merecedora deste status, missão espiritual.
     Como traduzir o sentimento deste 15 de outubro? Mais difícil: como traduzir o sentimento dos professores do meu estado, o Rio de Janeiro? O cenário é a greve e seus reflexos na sociedade, nas autoridades, nos alunos... e nos colegas que não aderiram. Compondo este último grupo, cá estou eu. Passiva, omissa, por estar trabalhando no período de greve? É meu desejo, com esta reflexão, juntar-me ao tanto de vozes que, talvez neste exato momento, se manifestam legitimamente pelo país à fora. Acredito também em minha luta que é própria de quem aprendeu o poder das palavras, o alcance da reflexão.
     Chegamos ao ponto de ver perdida toda marca essencial do ser professor. O desgaste deste profissional chega a histórias alarmantes. Obviamente, por diferentes questões que passam pelo individual de cada um e que quer dizer pelo coletivo de todos nós. Sim, pois não estamos separados. Então precisamos dar conta de cuidar disso tudo. Sim, pois a transformação não virá do governo. 
    Uma farsa a preocupação com a aprovação do aluno demonstrada tão efetivamente pela atual política educacional de nosso estado neste governo. O que está valendo é a "aprovação pela aprovação" e não a "aprovação pela aprendizagem!" Desse modo, as orientações advindas via portarias extraordinárias, como por exemplo a 419/2013, nos levam, se assim o permitirmos, a um fazer robótico com fins em contribuir para estatísticas e percentuais de aprovados no estado, no país. A nota do aluno, o seu direito de recuperá-la... Sim, isto é fácil, recuperar A NOTA, difícil é recuperar o ensino de qualidade. Deste, suas condições e recursos necessários, não podemos falar. 
     A estatística é a preocupação da atual política educacional, a boa formação não! Como atender ao aluno eficazmente se no calendário escolar da SEEDUC, o número de vezes para reuniões pedagógicas no ano de 2013 é igual a zero!? Se para os COCs bimestrais, não se pode contar com um turno de horas inteiro, precisando a escola desenvolver uma reunião de meio período, não obstante ao tempo que se faz necessário a análise do processo de ensino-aprendizagem no referido bimestre, ao diálogo que é fonte das boas ideias, à avaliação, à disseminação do entusiasmo tão necessário ao fazer educativo! Devo afirmar que o tempo passado em reunião de Conselho de Classe na escola é aferido pelos inspetores que se fazem presentes. A ORDEM é não dispensar o aluno e realizar a reunião após ter dado aula, ou seja, em meio período! Hipocrisia! Referindo-se ao resumido tempo destinado ao COC, é fala de uma AGE (agente de acompanhamento da gestão escolar): "Entrem no site da SEEDUC e registrem uma reclamação". Permitindo-me ironizar, "Mais uma tarefa para o professor!" Como se não bastasse o absurdo de se exigir deste profissional o trabalho não remunerado de dar conta do sistema de "aprovação por dependência" com seus desdobramentos. Ora, precisa alguém, por mais fora do universo escolar que se encontre, de maiores argumentos para entender a necessidade de tempo para a efetivação de um bom processo de avaliação e reflexão de todo um bimestre escolar? O que está valendo é o tempo de horas pelo aluno na escola ou o NÃO tempo de horas pelo professor reunido para reflexão? 
     O imperativo é ajudarmos aos alunos que vivem hoje (no terceiro bimestre) o fracasso escolar, para que saiam da zona de risco de reprovação. Como, se o movimento é contrário ao ensino e aprendizagem? 
     Não dá para não pensar nestas questões no dia de hoje! Nem mesmo exigir clareza nas palavras. Com licença da gíria, "é tenso!"   Cuidemos de nós. Este contexto não pode nos destruir. O desafio é resgatar o caráter sublime do ser professor em meio a este caos.           Buscar uma cultura de paz, a começar por cada um de nós.             Parabéns, professor!

                       Susi Emerich


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Presente para você, professor!


            Outrubro, mês do professor. Como não celebrar? Ou, como celebrar? De que modo viver a data do dia 15? Alegria, orgulho... ou frustração, esgotamento...? Não será um misto de sentimentos? Desafio de um tempo tão difícil. A atitude da reflexão, certamente, deverá compor qualquer estado de ser deste profissional atualmente tão desvalorizado.
Liberdade. Este é o desejo que gostaria de compartilhar com todos os meus colegas professores. Liberdade para pensar e não ser pensado. Liberdade para criar. Criar seu dia do modo que desejar. Que dia escolhemos ter? Não falo de uma realidade romantizada, em que os problemas são negligenciados ou que se procure o conforto da não existir, optando-se por uma atuação (no sentido teatral) esquivando-se da beleza do ser essencial. Falo da realidade criada a partir do propósito, do pensamento, do desejo, da atuação (no sentido do trabalho). Uma realidade própria do estar presente. Estar presente em si a ponto de saber, conhecer a verdade sobre si mesmo. E, assim, libertar-se do efeito marionete onde nossos atos impensados, nossa vaidade, nossos medos, nossas ansiedades nos manipulam. Um presente precioso, liberdade de ser. Sim, é preciso ser, antes de ser professor.
Trazer pra si a responsabilidade do cuidar-se, não seria uma das formas de abrir este presente? Afinal, quando criamos a expectativa de que a fonte de nosso bem estar fica do lado de fora de nós, ficamos presos, sem a possibilidade do movimento vital da mudança, estagnados, portanto, sem paz.
Ao redor, vemos a crise no sistema educacional. Em nós, o que visualizamos? Estamos ligados, não há separação. Estamos em crise também! E isto significa um começo. Crise é sinal de transformação. Tomemos posse do presente que a vida nos oferece, a liberdade, e cuidemos de nós. Vamos cuidar um dos outros. Juntos, administremos nossas crises.  Podemos trocar experiências, ideias, dúvidas, respostas, mais dúvidas, lágrimas e muitos sorrisos. A cereja deste bolo, A PAZ.
                                                                                  Susi Emerich

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Meu aluno não quer aprender!


 
Dentre tantos desafios enfrentados pelo professor de educação pública nos tempos atuais, o de dar aulas tem merecido maior destaque.  Uma das razões seria o esgotamento deste profissional, dadas às injustiças sofridas por seus governantes. Injustiças estas que se traduzem, por exemplo, nos baixos salários, na ausência de incentivo à formação continuada e a tantos outros motivos. Outra justificativa para as dificuldades do mestre em ensinar é a falta de motivação dos alunos do Ensino Médio que, segundo os professores, não querem aprender!
            Em geral, tendemos a analisar os eventos de nossa realidade sem estabelecer as devidas relações entre os fatos. No caso do desafio do professor em dar aulas para alunos desmotivados, precisamos entender a relação deste fato com o esgotamento do professor e sua também desmotivação. Este aluno que não quer aprender é fruto de uma educação feita de professores não valorizados, de uma educação pública desconsiderada por políticas cruéis e repressoras. Como esperar que alunos integrantes deste cenário fujam a este perfil caótico?

            Educação em crise. É uma tempestade e estamos no mesmo barco! Professores e alunos com razões de sobra para o esgotamento. Até uma síndrome, a de Burnout, já foi estabelecida para o profissional de educação. Contudo, olhando para nosso aluno que não tem em si o desejo de aprender, reconheçamos um prejuízo ainda maior. Afinal, sem o desejo não há cura para nenhum mal. O mal do conformismo, da passividade, da dependência, do  descrédito...

             Nosso aluno se encontra abandonado num modelo de sociedade marcado pelo rápido, pelo pronto, pelo descartável. Nosso aluno se encontra abandonado num modelo político assistencialista que lhe dá sem que ele precise oferecer. Faz-se de “democrático” enquanto sonega-lhe a oportunidade do esforço, do comprometimento, do aprendizado... requisitos à construção da cidadania. Nossos jovens não sabem a diferença entre prazer e lazer. Foi-lhes mostrado o prazer do ouvir, do contemplar, do ler, do descobrir, do criar? Não! Como entenderão que precisam se esforçar, pagar um preço, tentar de novo, persistir?

             A partir do momento que vemos o comportamento desmotivado do aluno dentro desta educação enferma, nos comprometemos. Com que força? Com a mesma que nos possibilitou olhar para esta situação, que nos incomoda, nos traz indignação. Não estamos mortos, podemos ver! E por que não sonhar?

             Somos educadores, agentes contra ideológicos. Difícil tarefa. O começo é o encontro. Precisamos ir ao encontro deste educando e não ir de encontro a ele. O embate nos paralisa. O afeto nos permitirá fluir. Um bom exercício é ouvi-lo. O que ele pensa de nossas aulas? Este diálogo pode ser um passo favorável à possibilidade tão sonhada de vivenciar uma aula de qualidade, com interesse e entusiasmo de nosso aluno por aprender.

Como já mencionado, nosso aluno em geral ainda não conhece o prazer do estudar. Transita muito bem pelos campos do lazer, do brincar. E, honestamente, é também difícil para nós, já amadurecidos, encontrar motivação para aprender algo onde não há sentido e que não ecoe em nossos desejos. Eis o nosso desafio. “Ensinar” o nosso aluno a sonhar.
 
                                                                                                        Susi Emerich
               
 


 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Inspiração





Mamãe, o que inspiração?
Inspiração é a semente da arte
Está na poesia
Na canção
Fica na alma
Lá no coração

Tem inspiração no beijo
No abraço
No toque da pele
Na respiração

Manhã de primavera,
Inspiração!
O cheiro da maresia,
Inspiração!
A casa da árvore...
A mulher grávida...
A fruta no tempo...
O Sol...
O vento...
Inspiração!

O bom humor,
As histórias dos livros
E também as sem autor
Inspiração do povo,
Do velho e do novo
Dos homens e mulheres que contam,
Recontam
Recriam o conto
E aumentam um ponto

Inspiração
Muito difícil definir
Está na lágrima
Também quando se sorri
Inspiração é um mistério
Engraçado e sério

A Lua refletida no mar
Os pássaros a cantar
Um hino
O Divino
O som
O dom
Tudo o que você vê
Com seus olhos de criança, meu filho,
É inspiração

                                Susi Emerich





domingo, 14 de julho de 2013

Tereza



Tereza é uma heroína
Uma heroína diferente

Não voa
Não mata
Mas ajuda muita gente

O que faz a Tereza
É defender a natureza

Mania interessante
Muito importante
Conscientizar toda a gente
A preservar o ambiente

No dia dos namorados
Flor não deixa arrancar
De que vale tanta graça
Se logo vai murchar

Lá em Copacabana
Com seu jeito de sereia
Trabalha ensinando
A não sujar a areia

Canudo
Garrafa
Copo descartável
Tudo vai para a caixa
Do resíduo reciclável

Tereza coleciona
Fotos do mundo animal
Também dos rios
Florestas
Lagos do Pantanal

Existe uma ideia
Que não lhe sai do pensamento
Promover na cidade
Um sério reflorestamento

Não poderia haver
Intenção melhor que esta
Plantar árvores na cidade
E fazer uma floresta

O meio ambiente agradece
O trabalho de Tereza
Ela faz o que pode
Pra proteger a natureza

                                         Susi Emerich



Pão e televisão






Pedrinho é um menino muito parado
Fica diante da televisão todo desanimado

Vê televisão e come pão
Só pão
Só pão

Pão doce
Pão salgado
Pão seco
Pão recheado
Pão inteiro
Pão fatiado
Pão redondo
Pão quadrado
Pão dormido
Pão acordado

Pedrinho só come pão e vê televisão
Não perde nenhuma programação

Vê filme
Desenho animado
Novela
Seriado
Futebol
Jornal Nacional
Debate político
Comercial

Mas Pedrinho anda mal
Está ficando doente
Só parado
Engordando
Seu corpo está reclamando

O médico passou receita forte
Legumes
Frutas
e todos os esportes

Pedrinho agora não pode mais comer só pão
Precisa de SOPÃO

Sopão com chuchu
Agrião
Cenoura
Manjericão
Nabo
Quiabo
Couve
Pimentão
Beterraba
Abobrinha
Vagem
Cebolinha

Sopão e esportes
Natação
Futebol
Corrida
Voleibol
Caminhada
Ciclismo
Box
Hipismo
Arremesso
Karatê

Chega de TV

Agora Pedrinho vai bem
É saudável e feliz

Saiu do tédio
Sem tomar remédio

Mostra na balança
Seu peso de criança

                                      Susi Emerich

sexta-feira, 12 de julho de 2013

EU, VOCÊ... TODO MUNDO EM PAZ NA ESCOLA!




            Um desejo. Será uma utopia? Neste tempo tão difícil, neste lugar tão desafiador, querer paz pra mim e pra você... Nós podemos? O quê, ou quem, nos dá este direito?

            Focaremos na escola. Mal conseguimos dar aulas! Não será de mais “inventar moda”, desenvolver  projetos pedagógicos "POR UMA CULTURA DE PAZ", "DIGA NÃO A VIOLÊNCIA"... quando já sabemos ser o sistema educacional em sua escala macro, a nível governamental, o principal responsável pelo fracasso? Não sei quanto a todos, mas eu, você... Você mesmo! Sabemos que podemos, que devemos. Não há melhor opção! A outra é viver sem paz. Não há lucro nesta bandeira. Sim, pois o contrário da paz não é a guerra, mas a estagnação. Então, vamos à luta! Luta e paz do mesmo lado. O lado da indignação, desconforto, questionamento, manifestação... que, aliás, está na moda.

            A educação vai mal. Enquanto escola, precisamos melhorar. Precisamos também individualmente. Há que se permitir o atrito. Permitamo-nos ser impactados pelo sentimento do outro. Ele precisa nos afetar. Precisamos também alcançá-lo, “cutucá-lo”. Precisamos deste afeto que se traduz no sim e no não. Que delimita o meu e o seu espaço. Que dá trabalho, que é difícil. De outro modo, ou seja, na cega obediência, no silêncio inerte, no medo dos ecos da autoridade, só mesmo a estagnação. Neste “confortável” lugar, nada muda, exceto nossa amargura que só faz aumentar.

            Traduzindo para nosso cotidiano, vamos perguntar mais, vamos sugerir mais, vamos fazer mais presença, vamos insistir mais, vamos errar mais, vamos viver mais, vamos viver em paz! Não esquecendo, é claro, que colhemos o que plantamos. Isto, que parece clichê, é a fórmula da vida.

            O que nos dá o direito de evocar a paz e desejá-la é a consciência de que o contrário é a morte. Uma questão de extinto de sobrevivência. Afinal, o que seria a estagnação se não a ausência de vida?

            Faremos deste desejo uma utopia realizável então. Precisamos ao menos mudar os problemas. Precisamos de movimento. Nem tudo sairá como planejamos, sairá melhor ainda! Depende da abrangência de nossa imaginação. É ela quem constrói nossa realidade. É ela quem cria, quem dá vida! Se não imaginamos, não acontece. Imaginemos, então, um cotidiano escolar mais produtivo, mais vivo.

 
Susi Emerich

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A CRIANÇA MÁGICA

GRUPO DE ESTUDO

(Estudo dirigido sobre a criança e seu desenvolvimento)

“...recentemente, o mundo da criança vem desmoronando quase tão rápido quanto o nosso. Não será possível que o que há de errado sejam nossas ideias a respeito da criança e da natureza?”             (Joseph Chilton Pearce)

Público alvo:

Estudantes e profissionais da área de educação e saúde da criança; pais e demais interessados em aprender sobre o desenvolvimento infantil.

Quando?

Quinzenalmente, em encontros de 1h e meia.

Quanto?

R$ 20,00 (vinte reais) o encontro

Onde?
CIAH (Centro Integrado de Atendimento Humano) Rua Professor José Leandro, 89 – Centro – Magé -RJ

Coordenação:

Susi Motta Valadão Emerich (Pedagoga especializada em Psicopedagogia clínica e institucional)

Inscrições:

3630-1720 / 8653-1789 / sv.emerich@hotmail.com